RECORTE SALVADOR :: 05_EMARANHADO

terça-feira, 24 de abril de 2007

O nosso quadrado é bastante interessante. Sugere e engloba diferentes percepções. Ao nos mover pela área, observamos aspectos distintos que se mostraram convergentes. Fora um jogo, onde fomos descobrindo ao passo que íamos nos interando.



Então, a partir de nossas percepções, propusemos um jogo. Brincamos com a percepção dos colegas em torno do nosso quadrado. Bem simples. Divididos em três equipes, fizemos dois jogos para estimular e aguçar os sentidos, em prol da adivinhação.



A partir das brincadeiras, pretendemos que fosse adivinhado o nome dado à área. É um nome que saltou aos nossos olhos, ele próprio se instalou sem pedir licença, pelo simples mérito de sintetizar todas as características que emergiram a partir do contato com a área. O nome é a conclusão da deglutição de diversos partidos, focos e embates. Não apenas um nome, mas a síntese óbvia e clara do que é o Recorte V.



Avenida Bonocô, Pau Miúdo, Cabula, Rótula do Abacaxi, Luís Anselmo, Avenida Barros Reis, Acesso Norte...literalmente recortes.

Brincamos. Com duas estimulações, ambas com caráter forte de participação.





Veja aqui as fotos!


Temos declives, verde, confusão, correria, vazios, calores, contrastes, poluição e nós.



Chegamos a conclusão:
É o contraste entre nós; nós apertados ora pelo vazio sufocante, ora pela confusão generalizada, ora pela correria desenfreada, pelo calor ofegante ou pela poluição de vários gêneros. É contrastante. É uma fusão de nós convergindo e divergindo.



Com o Twister e a Cama-de-Gato brincamos com o emendar, com o confundir, com o embaraçar. É um vai-e-vém, fluxo contínuo e descontínuo. O barbante e seus pedaços aludem ao fio do raciocínio, a percepção sugestiva ao atar, misturar; o Twister desmonta e remonta com a rotação das pernas e quadris. Tudo em torno do vazio, da densidade e das possibilidades. Bastam pedaços de barbante, por exemplo, para darmos nós. Fragmentos de idéias bastam também pra darmos nós.



Os jogos formam uma maneira de expor o ambiente aos demais, para percepções individuais. Simples interações que representam um universo de contrastes.


O nó remonta o entrelace seco, rígido, do que escapa o vazio. Se o vazio também gera nós, e o conjunto de nós é apenas um conjunto de nós, o embaraço é bem mais amplo.


Temos de emendar o barbante, o corpo e as percepções.


Se é conjunto.
Se é plural.
É um emaranhamento.


Emaranhado de nós. Não nós cegos, estrábicos talvez, mas passíveis a infinitas possibilidades.


Emaranhado, não somente como adjetivo, mas como coerente e compatível a desatamentos.







2 Comentários:

Blogger Neto disse...

O meu comentário pode ser visto como tendencioso.. então :X

27 de abril de 2007 15:57  
Blogger San disse...

Gosto da idéia. O emaranhado é um caos, tem uma ordem que não é a comum, não é conhecida. Entender essa ordem é fundamental pra saber atuar na área. Escolher os nós que se vai desatar, saber onde emendar ou onde passar a tesoura é que serão as decisões projetuais de vocês, a meu ver.

29 de abril de 2007 05:23  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<$BlogURL$>"><< Página inicial